Horizontes

Cerco Fechado

Após o brilho na Ermida, os Homens de Preto perseguem o grupo

Ermida

Enquanto o grupo decide o que fazer, Daniel Schneider leva Jamal de carona. Greg Skull, Luna e Dona estão na Ermida Dom Bosco, conversando, quando Luna sente um cutucão no ombro. Quando olha para trás, vê um homem alto, negro, com roupa de capoeira, que se apresenta como Joelho. Greg resolve fazer graça com ele, pergunta se também é Haribô como seus colegas, mas o rapaz não acha graça, e Greg acha prudente não insistir. Joelho avisa que, embora o povão em volta pareção não perceber muito, eles estão de fato chamando atenção, e “os Homens” estão para chegar. Enquanto eles se entreolham, ele monta em uma bicicleta e vai embora rapidamente.

Greg não pensa duas vezes: põe Dona e Luna apertadas na garupa de sua moto e se embranha no mato, levando Luna até um ponto de ônibus mais afastado por um caminho alternativo. De lá, segue com Dona para a Illusive, onde combinaram de se encontrar. Pouco adiante, na Terceira Ponte, eles passam por um acidente: uma pessoa parada do lado de fora do carro, na via oposta, parecendo confusa. Enquanto olham, são abordados agressivamente por dois furgões pretos, que os fecham: o primeiro, vindo pela esquerda de Greg, passa entre ele e um caminhão, por onde jurariam que não passaria nem uma moto, e freia na sua frente; o segundo, vindo pela via oposta, se joga entre os muros de proteção e entra na contra-mão, passando pela esquerda dos dois veículos e fechando a retaguarda. Antes mesmo de parar, a porta já está abrindo, e dela saindo um Homem de Preto.

Greg faz uma manobra desesperada, se jogando entre o veículo da frente e a grade de proteção lateral; Dona fere o joelho, mas eles conseguem passar. O trânsito está todo parado adiante, graças aos acidentes, mas Greg consegue se esgueirar por entre os carros parados a tempo de fugir; olhando para trás, vê que o Agente corre atrás dele com velocidade descomunal.

Illusive

Ao chegar na Illusive, Greg descobre que Dona não tem nenhum documento. Se tivesse, eles diriam que ela tem 60 anos, o que também não parece lá muito formidável. Jogando seu charme e fazendo promessas de ajuda pessoal para arrumar os computadores de sua casa, ele consegue convencer a recepcionista Matilde a deixar a garota entrar, mas precisa pelo menos de uma nome completo. Dona se identifica como Isabela dos Santos, e Greg toma nota mental de criar para ela uma identidade falsa.

Subindo, o ambiente impressiona Dona. Eles passam por Sarah Engle, que diz que “o homem está nervoso lá dentro”. Quando passam por ela, encontram Drake acompanhando um homem misterioso de saída, que os cumprimenta com muita educação e um olhar firme. Greg apresenta Dona a Drake, e eles têm uma breve conversa sobre o passado de Dona. Drake considera todas as conversas sobre Espíritos irrelevantes, mas se interessa por saber que ela tem habilidades com a Esfera do Tempo, e lhe pede para que faça uma predição com base em seus dados.

As informações que tem são muito técnicas, mas ele consegue explicar para Dona que os gráficos que ela está vendo são na maioria medições dos níveis de Energia da cidade e do mundo, e que estes oscilam em picos mas apresentam uma clara tendência de crescimento exponencial, com uma Singularidade prevista para dois meses. Depois disso, toda predição cai por água abaixo, e Drake gostaria de saber o que Dona pode dizer sobre isso.

Dona consegue ver o futuro, e diz que existe mundo ainda depois da singularidade, o que tranquiliza muito Drake, mas sua visão é confusa e enevoada, com muitas imagens sobrepostas. Novamente, os detalhes não parecem interessá-lo, mas ele parece decepcionado ao descobrir que “as massas ainda não foram limpas da Terra” após o Evento (o que quer que ele seja). Também, ao ouvir que Dona não viu o prédio da Illusive em sua visão, não parece se abalar, dizendo que isso “provavelmente prova que ele estava certo e terá sucesso”.

Ponte jk

A caminho da Illusive, de ônibus, Luna fica presa num congestionamento na entrada da Ponte JK. Observando à frente, percebe que há alguns Homens de Preto fazendo batidas nos carros na ponte. Percebendo que eles estão vindo em sua direção, ela decide sair dali discretamente antes que eles cheguem, mas assim desce do ônibus, ouve um grito chamando-a, e sabe que foi vista.

Um Homem e uma Mulher de Preto começam a correr em sua direção, por entre os carros. Ela sabe que não vai conseguir fugir deles a pé, e resolve ir para a Umbra, procurando um lugar sem testemunhas. Saindo da pista, em direção ao lago, ela corre e canta; à medida que sente o mundo ao seu redor se tornando mais estranho, ela olha para trás e vê que a Mulher que a persegue carrega algo que brilha. Parece uma pequena lata metálica, mas seus olhos quase-Umbrais sentem algo diferente dentro, como que dentes e tentáculos espirituais.

Luna consegue finalmente mergulhar na Umbra, e sente a Tempestade passar por ela, gritando. Dentre os gritos, discerne uma palavra: “Bomba”. Olhando para trás, vê que os Homens de Preto se dissolvem nas névoas do Mundo Material; mas a mulher joga a lata brilhante em sua direção, e esta não some, mas se torna mais sólida. Luna corre, mas o dispositivo explode atrás dela, arremessando fragmentos espirituais em sua direção. Eles gritam e mordem como a própria Tempestade Avatar, e Luna raciocina que estes Homens de Preto ou têm algum acesso à Película, para pegar matéria prima, ou manufaturam essas bombas a partir do mesmo processo que formou a Tempestade Avatar em primeiro lugar: sequestrando Despertos, e destruindo seus Avatares.

Machucada, vai para seu Nodo pela Umbra. O encontra limpo, brihante. Sua avó ainda está lá, e fica chocada ao vê-la tão ferida. Ela descansa durante algum tempo, recuperando sua Quintessência; esta vem com um sabor fresco, de Vida e Espírito renovados. Depois, se despede de sua avó, que parte para regiões mais distantes, possivelmente os Ermos Espirituais, e Abaixa as Paredes e Abre o Caminho, para poder passar sem enfrentar novamente a Tempestade.

De lá, pega um ônibus para casa, cansada. Já passou algum tempo que deveria ter encontrado os outros na Illusive, mas ela precisa de um banho, roupas novas (pois as suas estão em frangalhos), e comida. Ao chegar, descobre que, embora a porta estivesse trancada, sua casa foi revirada: papéis jogados, gavetas abertas, e os itens de maior ressonância espiritual roubados. Depois de arrumar a casa, resolve dar mais uma olhada para ver se encontra algo de estranho ou fora de lugar; de fato, encontra também um aparelho minúsculo: uma pequena cabeça metálica, menor do que um botão de roupa, com uma luz piscante vermelha e quatro pequenas pernas de arame. O objeto parece, sem dúvida, uma câmera; claramente dos Homens de preto. Sem pensar muito, ela a esmaga; saindo de casa, a joga em um lixo a caminho da Illusive.

Illusive int

Quando Luna chega na Illusive, tem primeira conversa com Drake. Ela descobre sobre o Colapso previsto, e os planos de Drake de salvar quantos puder, no prédio da Illusive Corp.

Terminada a conversa, Greg resolve se plugar na Rede Digital para pesquisar sobre os assuntos recentes, e convida todos para assistir pela tela às suas explorações.

Assim que se pluga, programa um transporte. Drake o interrompe frequentemente, se comunicando atravéz de mensagens de texto brancas em uma tela preta – afinal, é ele quem controla o Ponto de Acesso de Greg Skull à Rede. Greg planeja ir até a montanha enorme que percebe no horizonte, mas por mais que tente não consegue chegar lá. Quase desestindo, pede por ajuda, e lhe aparece um ícone que se assemelha a uma espiral, cortada como um X. O Adepto se apresenta como SPiReX, lhe diz que aquele é o Monte Qaf, e lhe redireciona para onde pode encontrar informações.

Greg descobre sobre os Ahl-i-batin, o Monte Qaf e a Rede da Fé, e fica chocado. Convoca todos os Adeptos das redondezas para compartilhar as novidades: surgem um garoto de skate, uma garota de iPad, e Content Not Found: moot, seu colega de outras. O garoto acha interessante, a garota não se importa muito, e mOOt diz que é repost. Quando Greg vai informar os espectadores, descobre que Drake, Luna e Dona saíram.

Deixando Greg para “se divertir com seu Screen Saver do Windows”, as garotas partem para a Praça do Cruzeiro, que Luna explica para Dona ser um dos pontos de acúmulo Espiritual da cidade. Chegam lá mais ou menos pela noite, e como não há pessoas ao redor, resolvem entrar na Umbra, novamente Abaixando as Paredes e Abrindo o Caminho, para evitar a Tempestade na Película.

Praca cruzeiro

Quando começam a examinar a Pedra Branca, uma voz profunda as interrompe: “Pois não, garotas?”. Olhando para cima, vêem Mengarom, sentado na pedra, olhando-as com um ar inquisitivo e levemente irritado. “Vocês entram e não fecham a porta?” De onde está, ele puxa do fundo de seu ser uma cusparada, e quando esta toca no chão, uma onda percorre o ambiente, selando novamente a Umbra.

Elas perguntam sobre a Pedra e o Nodo Cristal Verde. Em resposta, ele explica que a Pedra é um marcador, e que tanto ele como Jamal a chamam de Lar. Ela possui uma ligação com o Nodo, mas quando Dona pergunta se esta ligação não poderia talvez ser com o Sonho Dom Bosco, ele diz que não sabe. Conversam também sobre a Singularidade por vir, e sobre isso Mengarom se mostra apreensivo e otimista. “Creio que seja a Grande Evolução por que espero, há mais de 3000 anos. Já vi muitas mudanças, mas essa deve ser de verdade”.

Impressionadas com o otimismo (e a idade) de Mengarom, as meninas pedem licensa, e tentam percorrer o atalho pela pedra, e constatam que de fato o caminho não leva ao Cristal Verde, mas novamente à Ermida.

Rede

Ainda na Rede, irritado com as garotas que o abandonaram na busca mais interessante do século, e descobrindo de repente que está bem mais longe de casa do que imaginava, ele resolve assaltar um banco em Bangladesh for the lulz. Não demora até que Drake o interrompa, ordenando que pare com anarquias que chamem a atenção.

Ele resolve então voltar sua atenção para Brasília-web, pesquisando a tal Praça do Cruzeiro de que Dona, Daniel e Mengarom tanto falam. Chegando lá, vê grandes barramentos atravessando o cenário – o Barramento Monumental – com um Setor em forma circular no meio, marcado por uma hiper-cruz no centro. O Setor apresenta vários círculos concêntricos talhados no chão, com códigos brilhantes fluindo em seu interior, e um círculo menor os atravessando, em um dos cantos.

Sentindo o fluxo de código ao seu redor, Greg Skull sente um Canal de Informação ligando o Setor a um ponto distante, na direção do Setor Lago Sul e passando pelo círculo menor. Ele estuda o código do círculo menor, e lhe parece que este é um marcador. Algo nele parece errado, mas Greg não encontra nenhum tipo de criptografia ou informação escondida.

Calculando que o Canal segue em direção à Ermida Dom Bosco, Greg decide que esta é a hora de expandir seus horizontes. Todos estão falando de Espírito pra cá, Dom Bosco pra lá… “Cadê você, Dom Bosco?” – escreve ele, enviando sua mensagem pelo canal. “Olá” – chega a resposta, para seu assombro, em tom longo e profundo. Quando a entidade confirma para Greg ser o Espírito que ele está pesquisando, este quase tem um treco. “O que quer de nós?” – pergunta, e a resposta é enigmática: “Me adorem”. Greg reclama, argumentando que não é um dos Haribôs, mas um estudioso – “Então, me pesquise” – diz o Espírito.

A essa altura, Greg começa a ficar incrédulo. Não leva muito tempo para perceber que a entidade não é o Espírito – de fato, nenhum Espírito, apenas algum Adepto ou Adormecido que fisgou a mensagem na Rede, e resolveu se divertir um pouco. Irritado, ele solta uma descarga estática no infeliz, ouvindo satisfeito um grito desesperado enquanto o equipamento do “Espírito” frita, e volta para a Illusive, para pesquisas de verdade.

Ermida umbra

Da Umbra, a Ermida é uma visão formidável: destoando do ambiente escuro e frio, o monumento radia luz branca, em especial para cima. Lá no alto, entretanto, essa luz penetra em um vórtice escuro de nuvens e formas menos definíveis. O vórtice não parece agressivo como uma tempestade ou um tornado, mas as formas negras que se amontoam em suas bordas são indubitavelmente as Sombras que têm assombrado a cidade recentemente.

As garotas conversam um pouco, decidindo o que fazer, e resolvem sair da Umbra, em parte para se afastar das criaturas voadoras de aparência não muito amigável, e em parte porque Dona não confia muito em gastar tempo na Umbra depois de ficar trancada por alguns anos. Luna dá uma olhada no mundo real, e consegue achar um canto onde ninguém esteja olhando. Ela então faz novamente seu ritual de Abaixar as Paredes e Abrir o Caminho, e ambas pulam para fora.

A atenção delas foi falha, no entanto, pois durante o tempo gasto conversando, um bando das Sombras desceu dos céus em direção às duas. Luna se lembra do encontro com Mengarom, e de que ele fechou as portas assim que elas passaram e, quando se vira para fazer o mesmo, a surpresa é desagradável.

Três formas não muito definíveis, do tamanho de uma pessoa alta. Magras, negras como a noite, e aladas. Nenhuma feição é visível, mas é claro que as intenções não são as melhores.

As Sombras saíram, e já estão partindo para o ataque.

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Monstah

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