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Horizontes

Jornada para Casa

Luna retorna a Brasília e encontra Jamal e a Cabala

Umbra

Luna tem um sonho, no qual Jamal está a chamando para Brasília. Sentindo grande tensão espiritual no ar, ela se lembra da mensagem que recebera sobre a tempestade espiritual. Ela encontra uma sombra na beira da estrada, e faz uma leitura de cartas: estas indicam uma grande reviravolta por vir; muita mudança, e não necessariamente boa. Luna acende alguns incensos, bate suas castanholas, e entra em um transe para ver a Umbra.

Logo, sente que o sol está queimando sua pele. O céu está pálido, e tudo está distorcido e fervilhante. Longe, vê a cidade tensa, e do seu lado, na estrada, grande fluxo espiritual naquela direção, como um grande vento furioso.

Cantando e tocando suas castanholas, ela tenta chamar do fluxo um espírito, mas nenhum se manifesta.

Saindo de seu transe, Luna segue viagem. Caminha mais um pouco, e então, nos arredores de Planaltina, decide pegar um ônibus para casa. No caminho, sente como a cidade está estranha, fervilhante. Dos pontos de concentração de energial, um chama sua atenção: a Praça do Cruzeiro.

Em casa, ela toma um banho, come algo, e resolve chamar um espírito para lhe explicar melhor a situação. Sua primeira tentativa é falha, mas ela medita um pouco e tenta novamente. Em pouco tempo, sente uma presença. Sua mesa, que estava cheia de lápis, borrachas, clipes e outros pequenos objetos, treme levemente, e os objetos todos se organizam em fileiras e retângulos. Ela mexe em um deles, e ele se re-organiza.

Ela escreve “oi” com os objetos na mesa, e eles se organizam mantendo a palavra legível. Ela escreve “tudo bom?”, a interrogação se torna uma exclamação. Ela começa então um diálogo confuso, perguntando o que está acontecendo, e porquê. O espírito responde organizando os objetos como numa estrada, e se movimentando, e então ficando congestionada. Quando ela pergunta por que, muitos outros objetos das estantes voam e se juntam à “estrada”, mais e mais congestionada.

Ela pergunta por que tantos espíritos estão indo para Brasília, e as estantes tremem. Ela pergunta novamente, e as elas tremem e são arrastadas em sua direção. Assustada, ela desiste, e agradece ao espírito, que vai embora em paz. Ela então arruma a casa, e tenta atravessar a Película, para ir pela Umbra até a Praça do Cruzeiro, mas falha catastroficamente. Ela decide então ir a pé, embora já esteja escuro.

Praca cruzeiro
Chegando na Praça do Cruzeiro, são por volta de 22 horas. Há jovens em uma rodinha de violão, e uma aura de magia no ar. Luna se senta próxima aos jovens, e tenta analisá-los em busca de traços de magia. Ela não percebe nada, e então decide esperar. Aos poucos, percebe que há algo de familiar na Ressonância do lugar. Logo percebe que é em parte a Ressonância de Jamal.

Como os jovens não parecem fazer nada de extraordinário, Luna começa a tocar suas castanholas para chamar atenção. Entretanto, ela toca muito mal, e os jovens vão embora.

Sozinha, ela faz uma ritual para sentir a Umbra, e percebe a presença de uma grande pedra branca, na grama, com Ressonância forte de Jamal. A noite se adensa e esfria, e Luna percebe as sombras se movendo e criando volume, e resolve voltar para casa.

Ao dormir, tenta entrar em seu reino de sonhos, mas falha.

Ao acordar, resolve fazer um passeio de manhã, num clima ameno de domingo. Há muitos carros na rua, mas o parque está vazio. Ela conversa com flanelinha, e ele diz que as pessoas estão fazendo hora extra. Luna passeia no shopping, onde há movimento, mas muitas pessoas estão trabalhando. Ela vai até Praça do Cruzeiro, a pedra e a aura continuam lá, com outros jovens e turistas.

Ela se dirige para a pedra branca, acende incensos, e começa a tocar suas castanholas e dançar. Algumas pessoas olham para elas, achando estranho, mas ela não se importa. Está muito concentrada em entrar na umbra, e não presta atenção nas testemunhas. Em pouco tempo, começa a sentir o ambiente ao seu redor mudar. Ela ouve gritos, mas ninguém está gritando. Os gritos se tornam ensurdecedores, e ela começa a se sentir esmagada, apertada, arranhada, mordida. Quando não acha que vai aguentar mais, é arremessada no chão, em dor agonizante. Sua pele está cortada, o ar é frio e o sol quente, mas o pior já passou. Ela levanta, e, ao olhar em volta, sabe que não está mais no Mundo Material, mas na Penumbra.

Lá, Luna vê a cidade como uma ruína de grande beleza, enormes blocos de concreto branco brilhante, mas sujos e rachados. Há sombras como abutres sobre os prédios, os destruindo. A pedra branca brilha e emana calor e conforto. Ela coloca a mão sobre a pedra, que é quente e macia. A pedra brilha forte, e a sua mão a atravessa. A sensação é agradável, e Luna se pergunta se ela consegue entrar lá por completo. Ela pisa através da pedra, e de repente está no meio de muita luz.

Nodo cristal verde 2
Ao longe, vê um brilho verde. Estende sua mão, e de repente o brilho começa a se aproximar rapidamente. É um cenário com grama, árvores, e passa ao redor dela. Na sua frente, um grande cristal verde se aproxima, e dentro dele duas pessoas conversando. E então, como se num instante, ela está diante do cristal, e através da superfície estão Mengarom e Jamal. Jamal a cumprimenta, feliz, e diz que demorou. Ele apalpa a superfície entre eles, procurando por um jeito de deixá-la entrar.

- Mengarom, me ajuda com isso aqui?
- So um instante. Vejemos… Não sou muito bom com isso.

Para supresa e horror de Luna, Mengarom corta a palma de sua mão, sopra sobre o sangue que sai, e o esfrega na barreira cristalina entre eles. A superfície se deforma, e se abre um buraco nela, grande o suficiente para Luna passar.

O buraco se fecha, e fica com a aparência de plástico derretido.

- Ele… vai ficar puto quando chegar – diz Mengarom, envergonhado.

O ambiente é estranho para Luna. O ar não parece ar, mas algo mais sólido, como se estivessem realmente dentro de um cristal, e não em seu oco. Jamal explica que eles estão protegendo o lugar das Sombras que estão vindo atacar. Pouco depois chegam Daniel Schneider e Greg Skull, e Daniel tem um momento de irritação com Mengarom. Ele conserta o Cristal, deixa-o com as “paredes” baixas, e bate uma foto de celular de Luna. “Pronto, agora você pode entrar e sair.”

Todos estão meditando, recuperando sua Quintessência e se alinhando ao Nodo, quando chega Morgana, como que perdida, e demora bastante para conseguir encontrá-los. Está anoitecendo, e Daniel tira uma foto de Morgana e ergue novamente as paredes. Logo, as Sombras começam a se debater contra o Cristal.

Juntos, todos passam a noite meditando e fortalecendo as barreiras do Nodo.

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Monstah

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